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Versão brasileira

Dublagem toma conta das salas de cinema e da programação de TV

Matéria publicada na edição 243 (Setembro/2007) de SET

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Em julho, o canal Fox surpreendeu seus assinantes com a transmissão, de uma hora para outra, de toda sua programação dublada. Quem estranhou Jack Bauer vociferar em português, tomou outra surpresa ao ouvir, nos cinemas, seu colega casca-grossa John McClane falando no idioma de Camões. A dublagem, até então uma prática restrita às atrações infantis, está se estendendo para opções adultas nas telas grandes e pequenas, como Duro de Matar 4.0, 24 Horas e Nip/Tuck. A justificativa dada pelos estúdios é aumentar a oferta de opções.

A decisão de dublar ou não um lançamento de cinema é considerada pelo escritório de cada distribuidora no Brasil, que levanta o potencial de arrecadação do filme em questão e o custo. Daí a proposta é encaminhada ao estúdio em Hollywood, que aprova ou não. Cada filme, posteriormente, é distribuído segundo dados da boa performance das cópias dubladas e legendadas em diversas praças. A maioria dos eleitos para dublagem cai no nicho atração infantil, infanto-juvenil ou para toda a família. Apesar de o número de filmes a ganhar versão brasileira ter aumentado, César Silva, diretor-geral da Paramount Pictures Brasil, não enxerga isso como tendência. "Cada caso é um caso. Nós dublamos Transformers, por exemplo, porque havia o apelo do brinquedo", argumenta. Segundo ele, não há risco de o Brasil fazer como a Itália, onde os filmes passam somente dublados. "Historicamente, o brasileiro gosta de ver filmes no som original."

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