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Nunca É Tarde Para Amar

Diretora de As Patricinhas de Beverly Hills assina aqui um retrato autopiedoso sobre o envelhecimento

Érico Fuks

Matéria publicada na edição 243 (Setembro/2007) de SET

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Amy Heckerling marcou os anos 80 com o rebelde (mas não muito) Picardias Estudantis. Criticou levemente o consumismo dos anos 90 com As Patricinhas de Beverly Hills. Legado digno, não fosse sua vontade anacrônica de prosseguir. Aqui em Nunca É Tarde para Amar começa com uma assombração ironizando os efeitos colaterais das cirurgias plásticas. Mas à medida que se desenvolve, firma-se como um retrato autopiedoso sobre o envelhecimento. Rosie é a roteirista quarentona de um programa de TV que está perdendo audiência. Para não ser demitida, contrata um comediante novato, por quem se apaixona. A música do Cure soa como um hino à resistência, mas o filme tem a cara de uma autobiografia ressentida e amargurada.

NOTA: 5,5

I COULD NEVER BE YOUR WOMAN, EUA, 2007. DE AMY HECKERLING. COM MICHELLE PFEIFFER, PAUL RUDD, SAOIRSE RONAN. 98 MIN. WWW.BAUERMARTINEZ.COM/MOVIES/ICOULDNEVERBEYOURWOMAN.ASP. CALIFÓRNIA. COMÉDIA

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