Balanço da carreira
Os melhores e piores momentos da carreira de Renato Aragão
Matéria publicada na edição 252 (Junho/2008) de SET
MELHORES
OS TRAPALHÕES NO PLANALTO DOS MACACOS (1976)
O filme marca a estréia no cinema do trapalhão Mussum, que se juntara a Didi e Dedé na televisão três anos antes. O roteiro, um deboche ao sucesso de Planeta dos Macacos, contou com o bamba do gênero, Domingos Demasi, responsável pela tradução das sátiras de cinema da MAD. Direção do mestre J.B. Tanko.
...NAS MINAS DO REI SALOMÃO (1977)
Tanko conseguiu burilar a sintonia entre os três trapalhões - ainda sem Zacarias - na aventura mais divertida do trio. Didi, Dedé e Mussum são contratados por uma moça (o colírio Monique Lafond) para salvar seu pai, um arqueólogo perdido. Junta no mesmo caldeirão, piratas, uma bruxa, guerreiros árabes e um gigante em outra pérola com a colaboração de Domingos Demasi. É o filme mais visto do grupo, com 5,8 milhões de espectadores.
OS SALTIMBANCOS TRAPALHÕES (1981)
Inspirado no espetáculo teatral de Chico Buarque, que compôs até canções inéditas para o grupo, o filme é um musical ambientado em um circo, palco perfeito para as trapalhadas do enfim quarteto (agora com Zacarias). Tornou-se o título mais respeitado dos Trapalhões pela crítica e público (que chegou a 5 milhões de espectadores). Teve cenas rodadas em Los Angeles, deixando para trás o aspecto mambembe das obras anteriores.
...NO AUTO DA COMPADECIDA (1987)
Antes da versão de Guel Arraes, de 2001, os Trapalhões se arriscaram pela obra de Ariano Suassuna - e, pasme, saíram-se mais fiéis ao texto original, mesmo abrindo concessões às trapalhadas. João Grilo encontrou intérprete perfeito em Renato Aragão, que, além de nordestino, sempre gostou de viver vagabundos gaiatos.
PIORES
BONGA, O VAGABUNDO (1969)
Renato tentou criar um novo personagem para si, paralelo ao recém-lançado Didi, claramente inspirado no vagabundo Carlitos, de Chaplin. Mas até mesmo ele reconhece que o resultado ficou aquém das expectativas, sendo um filme enfadonho para as crianças. "Ah, se eu refilmasse hoje", sonha o trapalhão.
O TRAPALHÃO NA ARCA DE NOÉ (1983)
Eco-aventura inspirada no sucesso de Indiana Jones que marcou o rompimento dos Trapalhões - Dedé, Mussum e Zacarias lançaram, no mesmo ano, Atrapalhando a Suate, sem Renato Aragão. Sérgio Mallandro não dá conta da falta dos três trapalhões, e o diretor es-treante Del Rangel não segura a vaga deixada por J.B. Tanko.
O NOVIÇO REBELDE (1997)
O primeiro filme de Aragão depois da extinção do cinema nacional promovida por Collor é também o primeiro depois do fim dos Trapalhões, marcado pela morte de Mussum, em 1994. Sozinho e há seis anos sem dar as caras no cinema, Didi apela para musicais de Chitãozinho & Xororó e Sandy & Junior. Ah, saudades dos Saltimbancos.
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RENATO ARAGÃO
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